Superar a Timidez e a Inibição

Simon Wajntraub,
Fonoaudiólogo e Professor de Oratória

Timidez ou Inibição?

Timidez, Inibição, Fobia Social

Essa pergunta é muito comum quando sou entrevistado na mídia ou nas palestras que realizo. A diferença entre o inibido e o tímido é que o primeiro só fica nesse estado em algumas situações, principalmente quando se expõe em publico; já o tímido, é um ser totalmente introvertido, calado, medroso, inseguro o tempo todo.

Quem são esses personagens que sofrem constantemente com essas fobias sociais? De onde eles surgem?

Pesquiso, desde 1968, as deficiências da voz e da fala, a superação da timidez e da inibição, a oratória e a argumentação sob pressão. Algumas teorias psicológicas avaliam que esses indivíduos já nascem com uma personalidade definida para a timidez, outros adquirem pelo meio ambiente que vivem, por exemplo.

Se os pais são calados, até introvertidos, será muito difícil o filho não absorver essa personalidade.

Nos meus estudos, desde 1968, encontrei vários tipos de pessoas com timidez e inibição, alguns num estágio bem avançado, chegando afetar a parte orgânica, com problemas sérios de saúde, especialmente cardíacos e estomacais; alguns têm insônia profunda, devida ao exercício de profissões onde têm de se expor em público constantemente.

Já encontrei alcoólatras, dependentes químicos, etc, que se utilizam desses recursos para ficarem mais descontraídos nas exposições – só que esses recursos não dão muito certo: a dicção fica embolada, o raciocínio e as atitudes lentificam, chegando a ficarem dopados de tantos calmantes ou ansiolíticos.

Encontrei também profissionais super competentes com currículos maravilhosos, mas os "brancos" constantes derrubam-lhes a estrutura sólida que foi construída durante a sua vida estudantil, como, por exemplo, colégios de primeira linha, faculdades federais, inclusive o IME e o ITA, doutorado, mestrado, MBA, etc.

Quando testo-os expondo os seus conhecimentos profissionais e intelectuais, o vexame é total; microfone, palco, filmagem, plateia concentrada na sua exposição: a reação é de uma inércia total, parece que é colocado um cadeado no seu cérebro, fechando todas as portas da sua comunicação oral.

Devido à descontração do meu curso, a plateia, para tirar o palestrante do sufoco, incentiva-o constantemente com perguntas, estimulando-o a emitir respostas mais rápidas, procurando torná-lo bem mais descontraído, porque, como já citei em outros artigos, os alunos veteranos, por estarem num estágio bem mais avançado no que tange à disinibição, provocam os novatos mais com o objetivo de acelerar o progresso dos mesmos.

Será que a reação do tímido é semelhante à do inibido nessa terapia comportamental do meu curso de oratória e argumentação sob pressão?

É lógico que não.

O tímido é muito mais bloqueado do que o inibido, o processo é muito mais lento, é importante não forçar a barra. Lembro-me de uma executiva que levou seis meses para tomar coragem de subir ao palco – ela comunicou no início do curso que a decisão de se apresentar para a plateia ficaria a critério dela; deste momento em diante ela se soltou completamente. Estou enfatizando esse tema para comunicar a todos que não existe a forçação de barra: o ambiente é descontraído.

O sistema que criei é em forma de clube de oratória, onde a pessoa adquire um programa livre do curso, podendo frequentá-lo ad eternum sem custos adicionais. É comum frequentarem as aulas participantes que estão no curso há mais de dez anos.

A pergunta corriqueira é “isso não acaba nunca?”. Eu sempre aconselho a manutenção do treinamento, porque é difícil encontrar um espaço onde você pode se expor constantemente sem se envolver com a plateia. As pessoas que trabalham com exposições no dia a dia, como dar aulas, reuniões, palestras, até atores e locutores já se afastam mais do curso, mas quando isso ocorre esporadicamente o treinamento é fundamental para manutenção.

Inibição e a timidez têm cura?

Um grupo grande de frequentadores do meu curso teve uma cura total, outros comentam que estão conseguindo administrar a inibição inicial de uma apresentação em publico – o comentário é sempre o mesmo: “nos primeiros cinco minutos fico muito tenso, mas, depois, consigo administrar e vou até o final tranquilamente”.

Os casos mais complicados são quando os familiares exercem uma grande influência negativa, prendendo o individuo com uma educação repressora, autoritária e dominadora; é comum alguns com idade de trinta anos e às vezes até quarenta anos estarem presos à super-proteção dos pais, principalmente da mãe, que fica ditando regras absurdas, tolhendo a criatividade dessa pessoa. Estes casos só dão certo quando eu consigo convencer com muita pressão a libertação total. Lógico que, no inicio, os familiares ficam me odiando; depois de algum tempo me agradecem.

Vocês devem estar perguntando: “Simon, você é fonoaudiólogo e professor de oratória, timidez e inibição não dizem respeito à psicologia?”

É obvio que pertence, entre essas pessoas fóbicas que me procuram, vários estão em tratamento psicológico, alguns apresentam a doença do pânico e se tratam com o psiquiatra por meio de medicamentos, o importante é quando os profissionais conscientes orientam os pacientes a realizarem o meu curso com o objetivo de participarem de uma terapia comportamental (de tanto enfrentarem, acabam perdendo o medo), porque o objetivo das terapias psicológicas é detectar a origem dos problemas emocionais e dar orientações para estabilizar o emocional da pessoa, mas, sem a prática, o tímido e o inibido não avançam. Muitos comentam que já frequentam essas terapias há muitos anos e estão conscientes das causas das fobias, mas falta enfrentar essas situações reais.

Os Médicos São Tímidos

Os médicos, na maioria das vezes, são jogados no mercado de trabalho já na faculdade, nos plantões, na condição de estagiário, onde a fluência na comunicação oral é primordial.

Os pacientes, hoje, são muito exigentes no que tange à troca de informação entre ambos, mas aquele estudante de medicina que, desde o vestibular, teve de praticamente se isolar do mundo para enfrentar a dureza das provas, cujo o índice é o maior de todas as cadeiras profissionais candidato por vaga, após esta pessoa ingressar na faculdade, vem mais pressão estudantil: se não devorar as matérias inseridas no vasto programa da faculdade vai acabar desistindo da profissão.

Após a faculdade, o médico para ter uma formação necessita fazer em média três anos de residência, até agora no total já são nove anos de estudos. Alguns ainda fazem mestrado e doutorado. Será que dá tempo para exercitar a sua comunicação? Será que com esse isolamento dá para ser comunicativo?

Já perceberam que quando uma criança escolhe a profissão de médico para seu futuro e leva a sério esse sonho com apoio dos pais, investindo num ensino de primeira linha, com bons colégios já desde a infância, são pessoas que precocemente são treinadas para ter um poder de responsabilidade e seriedade maior?

Na linguagem popular, são os famosos "CDFs", que, na maioria das vezes, de tanto se isolarem, acabam ficando inibidos e introvertidos. Enquanto vários jovens estão na balada desde quinta até domingo, os bens comportados estão estudando excessivamente para passarem no vestibular de Medicina.

Não quero dizer que estes jovens serão ótimos profissionais, porque já conheci varias pessoas que levaram a vida na flauta e só a partir da residência médica que passaram a se concentrar mais nos estudos e hoje são profissionais competentíssimos. No meu curso de oratória e argumentação sob pressão já passaram universitários desta área, alguns com sérios problemas na fala, como gagueira, voz fina, voz rouca, troca de letras, o famoso “pobrema”, voz anasalada (lábio leporino e fissura palatina), fala acelerada, fala lenta etc.

Entre os tímidos, inclusive com fobia social, alguns chegam ao desespero de abandonar a faculdade no momento de enfrentar os plantões, vários passam a vida isolados nos consultórios com medo de freqüentar simpósios, palestras, congressos e outros não conseguem nem dialogar com os pacientes exigentes ou comunicativos no consultório.

Lembro-me de um cardiologista muito gago que argumentava que o grande volume dos seus pacientes era composto por pessoas da terceira idade; eles eram muitos falantes e ele só ficava falando sim e não. Hoje, ele é um matraca, fala excessivamente devido a sua recuperação da fala aos 40 anos de idade.

Compareceu no meu consultório um médico que fazia residência na época e apresentava a voz fina e a sua altura era 1.93. Ao telefone todos confundiam com o sexo oposto. A sua vida social estava estagnada, ele nunca havia namorado. Ele tinha 24 anos de idade. Já no primeiro dia alterei a colocação de sua voz e ela ficou bem grave, compatível com o seu porte físico. Logo após, ele passou a frequentar as aulas de oratória em grupo para perder a inibição e argumentar sob pressão. Um ano depois da sua cura, ele compareceu no curso para comemorar e fez o seguinte comentário: "Agora virei um garanhão, estou repleto de mulheres".

O diferencial do meu curso de oratória é que a platéia é composta de vários profissionais liberais, além de estudantes universitários, adolescentes, executivos, empresários, políticos, o pessoal da terceira idade etc.

Quando os médicos exercitam as suas palestras durante as aulas de oratória através do projetor multimídia e vídeo, os participantes percebem o potencial dos mesmos e passam a freqüentar os seus consultórios. Um cirurgião plástico, por exemplo, chegou a operar 50 pessoas do curso no decorrer de 2 anos que ele freqüentou as aulas. Aliás, com este faturamento, ele inaugurou uma clinica muito bem equipada em Botafogo. Este fato demonstra que as pessoas têm um potencial incrível, mas não conseguem transmitir nada, chegando a prejudicá-las profissionalmente e comercialmente.

Uma orientação muito importante é para os professores universitários exigirem mais a apresentações de trabalhos oralmente dos alunos, para estimulá-los a ficarem mais soltos; quando estes apresentarem fobias de falarem em publico encaminhá-los para curso especifico ou tratamentos psicológicos. Vários psicológicos e psicanalistas encaminham os tímidos para o meu curso de oratória após a terapia ou paralelamente com a finalidade de realizarem uma terapia comportamental através do meu método.

O Dr. Wanes Beraldo Magalhães, ginecologista e obstetra, era uma pessoa muito tímida. Depois de realizar o meu curso, implantou um sistema semelhante nos cursos que dava na residência médica, provocando os alunos para apresentarem as suas opiniões e trabalhos na frente da turma – muitos ficavam apavorados mas, com o tempo, agradeciam ao Dr. Wanes por estarem mais desinibidos e comunicativos.

Vários pais que fizeram meu curso já inscrevem os seus filhos a partir dos oito anos de idade nas aulas de oratória para que eles não passem o sufoco que os seus progenitores sofreram devido a timidez.

Para finalizar, realizo um estudo dos problemas orgânicos da voz e da fala com os otorrinolaringologistas Dr. Marcos Sarvat, no Rio de Janeiro, e Dr. Paulo Pontes, em São Paulo, onde no decorrer do exame da videolaringoscopia, intercedo com exercícios para alterar e corrigir a posição das pregas vocais.

Instituto de Oratória e Fonoaudiologia Simon Wajntraub

O Instituto de Oratória e Fonoaudiologia Simon Wajntraub é especializado no tratamento dos distúrbios da voz (voz roucadisfonia, voz trêmula, falhando e presa, voz fina, voz grave, voz afeminada, voz baixa, voz alta, voz anasalada – fanhos, mudança de voz para transexuais, etc.), problemas da fala (atraso de linguagem da criança – afasia infantil –, baixa auditiva, má dicção, dislalia, fala acelerada e fala lenta, afasia – perda da fala –, gagueira, etc.) e dificuldades de comunicação (timidez e inibição, fobia social, oratória, dislexia, disgrafia, etc.).

Consultas e Atendimentos para o Curso de Oratória

O Fonoaudiólogo e Professor de Oratória Simon Wajntraub apresenta o melhor método para a correção dos distúrbios da voz e da fala e o melhor curso de oratória e argumentação sob pressão. Supere a timidez e a inibição, aprenda a falar bem em público e enfrente qualquer tipo de debate!

O número de aulas do Curso de Oratória varia entre 60 e 200, e o número de atendimentos para o tratamento dos problemas relacionados à timidez e à inibição por fobia social pode variar entre 150 e 300. Marque sua consulta!

As consultas podem ser marcadas por telefone ou por e-mail – não há a necessidade de se dirigir ao local de atendimento para marcá-las –, e podem ser realizadas, pessoalmente, nas cidades de São Paulo, Campinas ou Rio de Janeiro (em Copacabana ou na Barra da Tijuca), ou pela Internet. Todos os atendimentos devem ser marcados com antecedência.

Para maiores informações, acesse: Consultas e Curso de Oratória.

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