Fonoaudiólogo e professor de oratória Simon Wajntraub apoia Luciana Gonçalves de Morais

Simon Wajntraub apoia a estudante Luciana Gonçalves de Novaes, que foi atingida por bala perdida no campus da Estácio de Sá (Matéria do Jornal do Recreio)

“A Faculdade Estácio de Sá tenta postergar na Justiça a indenização à indenização à estudante, e por isso eu resolvi abraçar esta causa”, explica Simon.

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Mesmo com as limitações que a impedem de ser uma jovem normal, Luciana Gonçalves  de Novaes, agora com 29 anos,  procura levar uma vida como todo mundo. Unhas pintadas , mechas louras no cabelo, maquiada,  está para se formar no fim do ano em Serviço Social pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Campinho.

Nove anos após ter sido atingida por uma bala perdida no campus da Estácio de Sá, no Rio Comprido, a universitária precisa no momento de um carro especial para que a leve as sessões com o fonoaudiólogo Simon Wajntraub, na Barra,  que está ajudando gratuitamente Luciana a colocar a sua voz, já que respira por um aparelho que fica ligado a sua cadeira de rodas durante todo o dia.   Articulando melhor a fala, graças ao tratamento,  Luciana é uma lição de vida e esperança. Empolgada com os resultados dá seu testemunho nas sessões coletivas  revelando sua história. Acompanhada de sua madrinha e uma espécie de anjo da guarda, Jorgeana Gonçalves, a universitária explica as dificuldades da locomoção.
moção.

“Hoje quem me leva é o meu cunhado que trabalha numa cooperativa adaptada para pessoais especiais, numa Doblò da Cooptaxi. Ele não vai trabalhar mais lá. Paga R$ 110 de diária e só para me levar ao tratamento  custa R$ 80”, explica. Luciana mora hoje na Benvindo de Novaes, esquina com Tenente Coronel Muniz Aragão, 438, num amplo apartamento custeado pela Universidade sob um aluguel de R$ 5 mil até que sua casa , em Jacarepaguá, fica totalmente reformada e adaptada as suas necessidades.  A casa onde Luciana morava teve suas fundações comprometidas por duas vezes por causa de rachaduras na estrutura e desde então a Estácio teve que arcar com o aluguel.

Após quase uma década, a instituição que já não faz mais parte da família Uchoa , recorre nos tribunais de justiça e no momento, o processo se encontra em Brasília e não cabe mais recurso. A indenização está em torno de R$ 400 mil  por danos morais e R$ 100 mil para despesas médicas. Mesmo honrando os gastos médicos , a família e Luciana pediu a Estácio para que comprasse uma Doblò para que ela pudesse se deslocar , mas o pedido foi negado alegando ser desnecessário a estudante.desnecessário. Desesperados chegaram a enviar uma carta  a Fiat solicitando o veículo, mas não obtiveram sucesso.

Luciana escolheu o vestibular da Ulbra pelo método semi-presencial. Ela precisa freqüentar apenas uma aula presencial, uma vez por semana no pólo educacional da universidade. O restante do curso é feito por vídeo, material didático e solução de dúvidas pela internet. Deseja ajudar pessoas que passaram por problemas como a jovem Taiane, vítima do massacre em Realengo no ano passado.

”Quero mostrar as pessoas que existe situações piores na vida e dá para a gente procurar um suspiro de vida em nosso corações”, lembra com  alegria Luciana.

Em nosso site temos um vídeo de Luciana falando com desenvoltura sobre seu problema na clínica de Dr Simon.

No TJ existem cinco processos em tramitação , um deles , sob número 2011/0066360-0.

Através do Jornal do Recreio a família pede ajuda a quem possa doar uma Doblò adaptada para a  jovem no valor de R$ 70 mil. Os telefones de contato de Luciana e Jorgeana são: 3412- 2956/ 8758- 3428 e 9220- 3758.