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Oratória para Políticos

Oratória para políticos | Político bom deve saber falar e convencer.

É muito comum as pessoas com vocação política, ao iniciarem a carreira nesta esfera, apresentarem uma dificuldade enorme de comunicação oral e não darem a mínima para este fato. Alguns apresentam dificuldades na voz e na fala, como voz fina, voz rouca, fala acelerada, fala lenta, troca de letras, vícios de fala – como o famoso “pobrema” –, e até gagueira. O curso de oratória para políticos prepara o aluno em todas as dimensões.

No que concerne à oratória, podemos encontrar os tímidos constantes, os inibidos temporários, os prolixos, os objetivos em excesso, os descontrolados que só vivem exaltados e os passivos que não conseguem reagir sob pressão.

O início do Curso de Oratória para Políticos

Quando iniciei a minha pesquisa, em 1968, no campo da fonoaudiologia e oratória, eu tinha 18 anos de idade, mas já atuava fortemente na locução, principalmente gravando comerciais, chamadas para rádio e uma grande atuação na locução de campanhas políticas, sendo a mais importante a do diretório do candidato a governador do Rio de Janeiro Flexa Ribeiro, que seria o sucessor do fantástico Carlos Lacerda. Eu trabalhava na locução do diretório da Tijuca, os alto-falantes ficavam expostos na janela da casa e eu repetia várias vezes: “vote em Flexa Ribeiro para Governador”.

Fui convidado para assistir a um discurso desse candidato e achei que o governador Carlos Lacerda escolheu muito mal o seu sucessor. Flexa Ribeiro era um homem culto, mas pecava na sua comunicação oral, que era sem energia, ele não vibrava, a fala era lenta e até um pouco travada; o concorrente, super bem preparado, o Senhor Negrão de Lima, acabou ganhando a eleição pela sua segurança, simpatia, e boa comunicação oral.

No meu currículo de oratória política, tem alguns nomes de expressão que passaram pelo meu curso, como o polêmico senador de Manaus Arthur Virgilio, que marcou o seu embate para eliminar a famigerada CPMF – ele é um ótimo provocador; nas CPI’s, ele é a estrela do Senado, junto com o Senador Pedro Simon, do Sul.

Qual era a dificuldade na comunicação do Arthur Virgílio? No final da década de 70, ele recorreu ao meu sistema de trabalho com o objetivo de ficar mais desinibido e melhorar a sua voz e a sua fala, que era um pouco travada.

Outro político da atualidade é o Senador e atual ministro de Minas e Energia Edson Lobão, que na sua última campanha política no Maranhão estava completamente afônico e sem potência na voz, apesar de ter realizado uma cirurgia na laringe.

Um político bem atuante é o Deputado Federal do Rio de Janeiro Arolde de Oliveira, que frequentou o meu curso de oratória com o objetivo de ficar mais seguro nas suas apresentações em público.

O aluno Índio da Costa

No Rio de Janeiro, um jovem, Índio da Costa, que fazia parte da equipe do ex prefeito Cesar Maia, onde ele era o prefeitinho de Copacabana, resolveu candidatar-se a vereador, e, na primeira aula do curso de oratória, apanhou tanto da plateia – que é treinada para forçar a argumentar sob pressão –, que, no dia seguinte, comentou que ficara sem dormir de tanto estresse (a maior pressão é que a cidade estava toda em obras, com o projeto “Rio Cidade”, e todos deram o contra, só ele estava defendendo esta ideia do prefeito).

Índio da Costa também tinha a voz fina e infantilizada. Ele comenta que, depois de passar pelo meu curso, não há mais barreiras na argumentação sob pressão. Hoje, ele representa o Rio na Câmara dos Deputados.

Confesso que sou o culpado pelo tom provocativo e pela excelente colocação da voz do deputado federal pelo Rio de Janeiro Índio da Costa, que atualmente, é o vice de José Serra.

Quando Índio da Costa iniciou a sua carreira politica, na década de 1990, ele apresentava a voz fraca, e até fina, e uma inibição acentuada.

Hoje, ele sempre comenta que depois que frequentou as minhas aulas de impostação da voz e o curso de oratória e argumentação sob pressão que ministro (porradaterapia), não tem mais barreira na sua comunicação oral.

Para vocês terem noção do que se passa no decorrer de uma aula de oratória e argumentação sob pressão, assistam um bate boca no youtube, buscando pelo meu nome. O título é “Aula de oratória e argumentação sob pressão, você aguenta isso?”. No link vídeos do site tem mais vídeos de casos de pacientes e programas de TV que participei.

Outros casos

Outro dia, um aluno, que é diretor de uma multinacional, Luiz Carlos Renault, convidou-me para o casamento da sua filha. Ficou todo prosa com a minha presença e passou a me apresentar a vários amigos seus na esfera política e empresarial, além dos seus familiares. Ele ficou perplexo como todos já me conheciam havia muito tempo, culminando com o Dr. Marco Aurélio Mello, do STF, que é seu amigo de juventude, e comentou que até hoje treina com o meu material de dicção, impostação e oratória.

Agora, estou lembrando do impeachment do Collor, quando fui convidado para fazer a locução defendendo o Collor. Esta gravação foi enviada para várias rádios do País, eu até fiquei perplexo porque na gravação constava o nome de políticos renomados, informando das suas falcatruas e, em seguida, vários caíram junto com o Collor.

Naquela época, um defensor ferrenho do Collor era Roberto Jefferson. Ele me ligou e elogiou muito o meu trabalho na locução. Quando ele atuou na CPI do Mensalão, a sua oratória serviu de exemplo para os alunos, que procuravam meu curso: todos queriam se espelhar na maneira do Roberto Jefferson realizar a sua oratória.

Chega de contar historia, vou explicar como funciona o meu curso de oratória política.

Como funciona o Curso de Oratória para Políticos

Em primeiro lugar, marco uma consulta para avaliação, e, vinculada a esta consulta, o futuro aluno ou paciente tem direito de participar de uma aula de oratória em grupo para aquilatar as suas dificuldades na apresentação em público.

Tem uma brincadeira muito comum nessa primeira aula de oratória de avaliação, pela qual os alunos veteranos fazem a famosa pergunta “Já pagou? Pode dar porrada?”. A maioria responde que não, para não sofrerem muita pressão já no primeiro dia.

Tem alguns alunos que acham que eu represento o “antimarketing”, que deveria aliviar a pressão nos primeiros dias para depois mostrar as garras. Lógico que eu não concordo com isso, porque sou muito transparente: se uma pessoa apresentar uma fobia social severa, como uma aluna que levou seis meses para subir no palco, eu atuo com uma pressão mais progressiva.

Depois do aluno realizar a primeira consulta e uma aula de oratória com argumentação sob pressão, é estipulado o número médio de aulas e consultas.

No início do curso, eu enfatizo a voz, a fala, e também o Português, pelas das regras gramaticais.

A correção dos problemas da voz e da fala é realizada a curto prazo, pelo do meu método, sem quinquilharias inúteis de rolhas, lápis, línguas-de-sogra etc.

Nas aulas de oratória para os políticos, treinamos muito discursos, debates, reportagens, falar de improviso, argumentar sob pressão.

Toda a participação do aluno é filmada, e ele adquire um DVD com a sua imagem para uma autoavaliação.

Se você for prolixo, a plateia corta o tempo todo da sua comunicação, pedindo para você sair do palco, dormem no decorrer da sua apresentação e chegam até a sair da sala, forçando você a ser mais objetivo.

Se você é objetivo em excesso, dez pessoas perguntam ao mesmo tempo forçando o alongamento das suas respostas.

Caso você tenha dificuldade em improvisar, são colocados temas que você não domina, forçando-o a ser criativo e desenvolver o improviso.

Os discursos são treinados com uma técnica bem mais atualizada, sem ficar berrando e blefando com a plateia.

Na argumentação sob pressão, que é o carro chefe do meu curso, os veteranos provocam o tempo todo, forçando a pessoa a se exaltar, coisa que, com o tempo, ela aprende que não deve ficar exaltada e nem passiva, tendo que encontrar uma média.

Quando fui convidado para realizar o curso de oratória no Maranhão, fiquei perplexo com a quantidade de políticos que se deslocaram de vários municípios do Estado, principalmente prefeitos e vereadores. Lembro de um Prefeito que tinha a voz fina, e, quando engrossei a sua voz, ele ficou com medo porque ele era conhecido como o prefeito da voz fina. Será que ele não seria mais reconhecido? Dei uma sugestão de marketing: “coloca o ‘ão’, agora é o Paulão da voz grossa”.

Quando tinha a filial de Brasília, vários políticos passaram pelo meu curso. Um em especial foi o Deputado Federal Carlos Costa, que era um médico de Minas Gerais que me deu um grande apoio no inicio das minhas atividades na capital do Brasil.

Outro muito conhecido em Minas era o Senador Murilo Badaró, que também era um grande conhecedor das óperas, inclusive cantava como hobby.

Um político marcante que frequentou o meu curso foi o defensor do imposto único numa campanha política para presidente da republica. Ele era do Nordeste, foi uma pena que teve uma pressão muito grande para eliminá-lo da competição, inventaram que ele recebeu um depósito de campanha sem declarar. O seu problema na comunicação era que falava rápido, e queria melhorar a sua apresentação em público.

É uma pena que vários políticos que frequentam o meu curso exigem muito sigilo e não divulgam o mesmo, porque eles não querem concorrentes fortes na comunicação. Eu acho que todos as Câmaras de Deputados estaduais, vereadores e senadores deveriam implantar um treinamento contínuo na comunicação oral dos políticos, além de um curso de Português constante.

No meu arquivo, constam mais de trinta mil pessoas que realizaram o meu curso. Só de políticos devem ter frequentado o curso em torno de três mil. Muitos do Nordeste, Rio Grande do Sul, Paraná, Pará, Manaus, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Cuiabá etc.

Tem um grupo que também adquiriu o meu material dos CDs, Livro e DVD, que é um presente dos Deuses, com muitos exercícios práticos para melhorar a voz, a fala e a oratória.

Para finalizar, aconselho que, caso você decida entrar na vida política, não seja mais um aventureiro, prepare-se, invista em você mesmo e faça o nosso curso, porque quem o fez, hoje faz a diferença!

 

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