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A Advogada com Conteúdo e a Loira com Corpo Bonito

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Numa aula de oratória em grupo, testei uma aluna veterana que é uma excelente advogada, e, na platéia, encontrava-se uma aluna que estava estudando comunicação, mas não possuía cultura geral – era bonitinha, loira e tinha em torno de 20 (vinte) anos de idade, enquanto a advogada beirava aos 35 anos.

A advogada estava ensaiando uma palestra que iria apresentar num evento jurídico. No decorrer da sua apresentação, orientei a loira para que se dirigisse ao palco e ficasse calada sem falar uma única palavra, no intuito de testar a advogada. Instiguei a platéia comentando que a estudante de comunicação não precisava abrir a boca, pois com a sua beleza e juventude, todos prestariam mais atenção nela do que na advogada. A reação da palestrante foi de perplexidade, chegando a interromper a sua apresentação, retirando-se do palco e abandonando a aula. Uma semana depois, ela aparece e faz o seguinte comentário:

Simon, quando você me provocou, fiquei revoltada, com vontade de largar o curso, mas, depois, entendi que eu não podia dar importância a provocações durante as minhas apresentações.

O objetivo desta técnica é demonstrar que, com todo o conteúdo do palestrante, se a sua apresentação não for interessante e ele não conseguir prender a atenção da platéia, qualquer dispersão, como o da loira bonita ou até uma platéia agitada e inquieta, deixa-o estressado. Somente com muito treino é que nada o abalará.

Essa aluna atua na área de ensino, numa faculdade de Direito. Recentemente, ela encontrou pelo caminho um aluno provocador na sala de aula da faculdade e se estressou, coisa que não podia acontecer. Posteriormente, ela se arrependeu. Só a partir deste fato ela ficou bem mais descontraída no meu curso, passando a provocar mais os colegas na aula de oratória e aceitando mais as brincadeiras – chegou até a falar coisas absurdas, porque ela percebeu que existia uma censura, que é muito comum as pessoas carregarem no sub consciente, travando constantemente suas iniciativas espontâneas, como contar uma simples piada para um grupo de pessoas, fazer comentários mais picantes sobre a vida íntima etc.

No meu curso de oratória, realizo algumas peças de teatro de improviso e determino personagens opostos à personalidade do participante.

Aquela professora enfrentou uma situação bem adversa, onde um aluno, que era muito estressado ao discutir um tema com ela da área jurídica, não a deixava emitir sua opinião: ele adorava bater boca.

Utilizando seu vozeirão num primeiro embate que eles tiveram, a advogada se retirou do palco. Num segundo encontro, numa outra aula de oratória em grupo, ela já atuou de forma diferente: aturou a pressão até o final, comentou que foi desgastante, mas aprendeu a lidar com o orador chato, autoritário e “dono da verdade”.

Ela também tinha uma dificuldade de toque: quando outros participantes do curso contracenavam com ela no palco, falando e ao mesmo tempo tocando no seu braço, ela ficava revoltada. Para perturbar mais um pouco, eu orientava os seus colegas que, ao cumprimentá-la, procurassem beijá-la e até abraçá-la. Por várias vezes, ela afastava as pessoas empurrando-as. Ao indagá-la sobre como era o toque em sua família, ela comentou que eles não eram chameguentos, havia uma certa distância entre os familiares. O mais incrível é que, quando ela falava com os participantes na platéia, por várias vezes tocava no braço deles, e até era muito comum alguns encenarem uma rejeição a este toque, comentando: “tire a mão daí”, “não encoste em”. Era muito engraçado!

Hoje, ela é uma participante veterana e está dando um show – um dos motivos pelos quais ela procurou o meu curso, é que os alunos dormiam durante a sua aula na faculdade, pois sua voz era fraca e também ela era muito tímida.

Como no meu curso tem um código de ética de que só divulgo o nome dos frequentadores quando eles autorizam, ela ainda não permitiu que esse fato ocorresse, mas posso comentar que, hoje, ela faz um grande sucesso em nível nacional na faculdade que leciona, implantando varias turmas de pós-graduação.

O amor e o carinho que ela tem pelo meu curso de oratória é tão gratificante, que esta advogada retribui fazendo parte da equipe dos alunos da área jurídica do curso que procuram estimular os participantes que estão treinando os pontos que irão cair em provas orais de concursos públicos.

É! Quantas coisas interessantes acontecem no curso de oratória! Já deu para perceber que o meu objetivo é fazer uma catarse na sua vida emocional e até profissional. E isso requer um tempo, não é fácil. Por esse motivo, eu criei o o Clube de Oratória Simon Wajntraub, com a frequência vitalícia livre.