Simon Wajntraub,
Fonoaudiólogo e Professor de Oratória
Antes que alguém pergunte qual é a forma certa, já me adianto dizendo que as duas – impostação e empostação – são válidas. Empostar (ou impostar) a voz significa colocá-la no tom certo. Entende-se como tom certo uma faixa de freqüência onde a voz flui sem esforço excessivo.
É muito comum encontrarmos profissionais que utilizam a voz falada ou cantada como instrumento de trabalho e não a preparam adequadamente para não terem problemas no futuro. Por isso é que insisto em que é fundamental fazer um curso de Impostação da Voz.
O que você entende exatamente por impostar a voz? Será que é ficar com aquela voz empolada, artificial e até brega? Ou será que é colocar a voz num tom agradável, sem fazer qualquer esforço para falar? É lógico que é falar em tom agradável. Inclusive, nos “links” sobre voz fina, voz rouca, voz anasalada e outras deficiências, esses temas são tratados com mais detalhes.
A correção da voz através da impostação se realiza através de exercícios vocais pura e simplesmente, sem a interferência de elementos alienígenas como rolhas, línguas-de-sogra, pedrinhas, chupetas, etc, como ainda defendem alguns fonoaudiólogos e professores de Impostação da Voz. A respeito destes últimos, existem aqueles que “viajam na maionese”, chegando ao cúmulo de exigirem, como relatou recentemente um aluno meu que faz curso de Teatro, que as pessoas sintam a vibração da voz no joelho, na ponta do pé, na testa e até nas nádegas… (já imaginaram ouvir algum dia uma “voz-Tiazinha”?)
Recentemente, participei de um programa na Rádio Imprensa FM, no Rio de Janeiro, onde o radialista Paulo Nobre perguntou-me em que o meu método era diferente dos outros. Respondi que a maioria dos outros métodos se baseava no famigerado primarismo das rolhas e etc, que citei acima, e ele ficou pasmo, querendo saber o tempo todo se não era exagero de minha parte.
Aí, retruquei dizendo que o paciente que se sujeitasse a uma terapia que utilizasse esses métodos jurássicos estaria fazendo papel de palhaço. Convenhamos que é um negócio para lá de ridículo uma pessoa colocar rolhas,chupetas, línguas-de-sogra, pedras, bolas de gás e canudos na boca, ou então ficar fazendo relaxamentos que não tem fim! E um aluno meu chegou a me dizer que a fonoaudióloga que o estava atendendo mandava ele soprar uma língua-de-sogra pelas narinas! Isso, além de totalmente ineficaz, é anti-higiênico, e, no caso específico desse meu aluno, que era um garoto de doze para treze anos, a língua-de-sogra chegava a machucar-lhe as narinas.
Estou dizendo isso tudo com total embasamento científico, pois trabalho com os seguintes médicos otorrinolaringologistas e cirurgiões de cabeça e pescoço: Dr. Mário Jorge Noronha ,Dr. Marcos Sarvat e Dr. Paulo Pontes, este último de São Paulo, que concordam comigo no sentido de que essas técnicas ultrapassadas não têm nenhuma função benéfica para os órgãos fonadores. Inclusive, o renomado Dr. Paulo Pontes chegou a comentar que, em São Paulo, ele está fazendo uma campanha altamente positiva no sentido de tentar convencer os fonoaudiólogos a abandonarem essas técnicas primitivas.Entretanto, ele só conseguiu convencer alguns fonoaudiólogos, já que a maioria insiste em se manter fiel ao ranço tradicionalista.
Na sexta-feira posterior à minha apresentação na Rádio Imprensa, a presidenta do Conselho Regional de Fonoaudiologia pediu espaço no mesmo programa , com o mesmo tempo que eu tinha tido, para defender a ética da classe. O radialista e a emissora, obedecendo à Lei de Imprensa, cederam-lhe o espaço para que ela (pasmem!) defendesse com unhas e dentes a “grande utilidade” das rolhas, chupetas, etc. e tal. Pois bem: quando Paulo Nobre lhe perguntou se essas técnicas eram realmente utilizadas, ela disse que esse era um método comprovadamente bem-sucedido e que o problema não estava nas línguas-de-sogra nem nas rolhas em si, mas na maneira como eram utilizadas(!)… Além disso, ela me acusou de ser antiético “por estar estimulando os pacientes a abandonarem as terapias tradicionais. Ora, será que a maioria dos fonoaudiólogos ainda não se deu conta de que já há um abandono de cerca de 80% das terapias tradicionais por total falta de estímulo ? Por outro lado, quem são os Conselhos Regional e Federal de Fonoaudiologia, assim como a maioria dos colegas de classe – que me perseguem implacavelmente por mais de trinta anos, conforme citei no ‘link’ “QUEM É O FONOAUDIÓLOGO SIMON WAJNTRAUB” – para virem me falar em ética? ESTE PROCESSO FOI ANULADO POR FALTA DE UM EMBASAMENTO JURÍDICO. LEIA MAIS DETALHES SOBRE ESSA NOVELA NO MEU LIVRO.
Por outro lado, é impressionante como alguns fonoaudiólogos que querem expandir seus horizontes tentam se aproximar de mim e recebem uma pressão negativa dos profissionais veteranos, chegando a acreditar nas histórias escabrosas que os “altamente éticos” colegas de classe lhes contam… Já deu para vocês perceberem que, se eu quisesse, poderia estar vivendo exclusivamente de ações de perdas e danos, calúnia e difamação movidas contra os verdadeiramente antiéticos. Mas aviso aos inimigos que está tudo devidamente documentado e arquivado no meu computador.
Todos adoram me pedir, em minhas palestras e entrevistas, para dar exercícios práticos e orientações. Com respeito a esse tema, no meu método existem seis fitas cassete (consulte o “link” específico na minha HOME PAGE ) com duas horas de exercícios exclusivamente para se impostar a voz. O exercício mais prático que existe é você procurar colocar a voz em vários tons através da pronúncia de uma mesma palavra em vocalise, desde o mais grave até o mais agudo. Em seguida, você poderá fazer esse mesmo tipo de exercício através de uma frase.Quando você encontrar um tom em que você note que não fez tanto esforço para pronunciar a frase, ficando assim com a voz mais encorpada, este será o tom certo da sua voz.
Outro exercício muito bom é você procurar cantores(as) que tenham um tom vocal semelhante ao seu e fazer dueto com eles(as) enquanto ouve a gravação. Você pode, também, colocar um gravador no final da sala e começar a ler um texto com a voz colocada em tom mais alto com o objetivo de aprimorar a potência vocal, que, em outras palavras, é o volume que você deverá adotar daqui por diante.
IMPORTANTE: Procure sempre utilizar um microfone nas suas apresentações em público, tanto em aulas como em palestras ou em atividades diversas em que você tenha que falar em público. Esse recurso é fundamental para se economizar a voz, porque um uso inadequado e exagerado da mesma acaba causando problemas orgânicos, além de deixar a pessoa bastante estressada.
Para maiores detalhes sobre o tema, leia o meu livro, e quem saber você vai acabar ficando com um vozeirão como o de Cid Moreira ou de Íris Lettieri, aquela voz linda que se ouve em vários aeroportos de mundo?
O Instituto de Oratória e Fonoaudiologia Simon Wajntraub é especializado no tratamento dos distúrbios da voz (voz rouca – disfonia, voz trêmula, falhando e presa, voz fina, voz grave, voz afeminada, voz baixa, voz alta, voz anasalada – fanhos, mudança de voz para transexuais, etc.), problemas da fala (atraso de linguagem da criança – afasia infantil –, baixa auditiva, má dicção, dislalia, fala acelerada e fala lenta, afasia – perda da fala –, gagueira, etc.) e dificuldades de comunicação (timidez e inibição, fobia social, oratória, dislexia, disgrafia, etc.).
O Fonoaudiólogo e Professor de Oratória Simon Wajntraub apresenta o melhor método para a correção dos distúrbios da voz e da fala e o melhor curso de oratória e argumentação sob pressão. Supere a timidez e a inibição e aprenda a falar bem em público!
O número de atendimentos para tratamento dos distúrbios da voz pode variar entre 60 e 200. Marque sua consulta!
As consultas podem ser marcadas por telefone ou por e-mail – não há a necessidade de se dirigir ao local de atendimento para marcá-las –, e podem ser realizadas, pessoalmente, nas cidades de São Paulo, Campinas ou Rio de Janeiro (em Copacabana ou na Barra da Tijuca), ou pela Internet. Todos os atendimentos devem ser marcados com antecedência.
Para maiores informações, acesse: Consultas e Curso de Oratória.
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