Simon Wajntraub,
Fonoaudiólogo e Professor de Oratória
As causas básicas da dislexia podem ser neurológicas, auditivas, visuais ou psicológicas. Há a necessidade de um trabalho paralelo entre o fonoaudiólogo e o profissional da área médica específica a ser tratada. É mais provável que haja falta de organização neurológica no comando cerebral na área da escrita.
O disléxico chega a pular linhas quando está lendo ou identificando um texto, sem, no entanto, se dar conta disso. Ele pode pular letras quando está visualizando uma frase, e, por causa disso, seu entendimento fica comprometido, e ele, completamente perdido, sem entender o que está lendo e se comunicando mal em conseqüência desse problema.
Muitos conhecidos cientistas apresentavam dislexia até na velhice, o que prova que o problema não guarda relação com a inteligência da criança e não há influência no seu sucesso profisional futuro. Como dizem por aí, as profissões de base matemática têm remuneração maior, portanto…
A troca ou inversão de letras na escrita, para ser corrigida, necessita que se mande uma mensagem muito forte para o cérebro com treinamento constante. Não adianta deslocar o paciente para consultas particulares para obrigá-lo a fazer exercícios desnecessários.
Meu método é o seguinte: coloco um “headphone” nos ouvidos da criança onde, numa gravação, instalo todos os fonemas de acordo com a articulação, e os órgãos que serão utilizados para a sua emissão. Também apresento palavras, frases e textos, silabando-os e fazendo com que o paciente copie o que estou falando.
Num outro sistema, ele lê o que escreveu ouvindo-se simultaneamente através da via aérea externamente. Com isso, ele detecta os erros que cometeu.
Os erros mais comuns são trocar F por V, T por D, P por B, S por F, J por Z, S por X.
Percebe-se que algumas pessoas que apresentam esse problema têm uma lentidão maior em determinadas áreas cerebrais e, com o avanço da idade, tudo vai se normalizando. Devido à pressão dos professores, a maioria despreparados nessa área, a criança fica estressada e tal fato acarreta em uma baixa em seu rendimento – o que absolutamente não tem nada a ver com baixa de inteligência.
Já orientei vários professores para que eles próprios passem a corrigir essa troca de letras em vez de mandar os alunos constantemente para os fonoaudiólogos.
A reação dos professores é assustadora porque eles se acham incapazes de resolver essa questão, achando que só os fonoaudiólogos têm a poção mágica para resolver o problema. A técnica, entretanto, é tão simples que basta insistir com a criança, com um pouquinho mais de paciência, até que ela aprenda. Aí, os professores me perguntam: “É só isso?”. E eu respondo: “Quando eu era garoto, era a professora primária quem corrigia os alunos, já que não existiam fonoaudiólogos…”. Já dei essa orientação a vários professores, e o resultado foi fantástico – principalmente em colégios de crianças carentes, que não tinham dinheiro para pagar consulta e tratamento com fonoaudiólogo.
Nos casos de espelhamento (onde a criança escreve a letra E como se fosse o número 3) e da inversão na posição das letras, o sistema é o mesmo: a criança tem de exercitar bastante os fonemas para que seu cérebro corrija essas deficiências. Não adianta ficar pulando cordinha em consultório, passando o dedo no barbante ou engatinhando para reproduzir uma fase que supostamente foi pulada quando o paciente era bebê, pois se sabe muito bem que a criança moderna amadurece mais cedo e não aceita mais esses métodos arcaicos, que provocam uma desistência de 80% dos pacientes.
Criei outro método para exercitar a escrita no sentido de que a criança, ao ler, consiga identificar a extensão da palavra sem omitir nenhuma sílaba e também aprender a emissão correta de um fonema através dos órgãos fonadores. O sistema funciona da seguinte maneira: utilizando uma cor para cada região fonética, as vogais são neutras, por isso sofrem influências das consoantes que as antecedem. Por exemplo, as bilabiais, P, B e M são vermelhas; as linguodentais L, T, D e N são azuis; as alveolares Q, G, e RR são pretas, e assim sucessivamente. Por exemplo, na palavra PINTO, a vogal I fica metade na cor vermelha, metade na azul. Assim, a criança saberá que essa sílaba vai até a letra N, formando um PIN, e fica também sabendo que a letra P, por ser bilabial, provocará, ao ser pronunciada, que um lábio se cole ao outro. Quando chegar ao N, por ser esta letra azul, a língua tocará atrás dos dentes incisivos superiores. Com isso, além de estimular a criança através da cor, essa técnica que desenvolvi facilita a aprendizagem.
Os estudos neurológicos ainda não conseguiram detectar precisamente o que ocorre no cérebro dos disléxicos enquanto esses problemas se processam. Os cientistas e neuorologistas sabem, entretanto, que algo está ligado aos hemisférios esquerdo e direito do cérebro e que a confusão resultante é, provavelmente, por causa de alguma interferência indevida entre esses hemisférios.
É muito comum disléxicos apresentarem aptidão para matérias que exijam raciocínio lógico, como Matemática, Física, estatísiticas, etc. Entretanto, quando se exige dele raciocínio verbal ou abstrato, eles se “enrolam” completamente, porque seu cérebro não trabalha satisfatoriamente.
O disléxico pode ser um bom desportista, atleta, pois tais funções também não exigem dele a palavra e a leitura.
O importante é, ao se encontrar uma criança, um adolescente ou um adulto disléxico, procurar incentivar o seu potencial positivo e não ficar exagerando nas críticas aos pontos negativos de sua aprendizagem.
O Instituto de Oratória e Fonoaudiologia Simon Wajntraub é especializado no tratamento dos distúrbios da voz (voz rouca – disfonia, voz trêmula, falhando e presa, voz fina, voz grave, voz afeminada, voz baixa, voz alta, voz anasalada – fanhos, mudança de voz para transexuais, etc.), problemas da fala (atraso de linguagem da criança – afasia infantil –, baixa auditiva, má dicção, dislalia, fala acelerada e fala lenta, afasia – perda da fala –, gagueira, etc.) e dificuldades de comunicação (timidez e inibição, fobia social, oratória, dislexia, disgrafia, etc.).
O Fonoaudiólogo e Professor de Oratória Simon Wajntraub apresenta o melhor método para a correção dos distúrbios da voz e da fala e o melhor curso de oratória e argumentação sob pressão. Supere a timidez e a inibição e aprenda a falar bem em público!
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