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AFÁSICO RECUPERA A FALA COM SIMON

O PROFESSOR E TRADUTOR FRANCIS AUBERT DA USP, APÓS O AVC HEMORRÁGICO SE RECUPERA E VOLTA A REALIZAR TRADUÇÕES JURAMENTADAS DE NORUEGUÊS

Fonoaudiólogo Simon Wajntraub, desde 1968.

No link afasia (perda da fala) eu comento sobre a recuperação fantástica do Francis após um AVC hemorrágico, principalmente da fala e da parte motora, hoje ele voltou a falar os 10 idiomas e a andar de bengala, o mais incrível com a minha insistência para ele utilizar a mão esquerda no computador, com a finalidade de realizar as traduções juramentadas de norueguês, que é a sua especialidade, pois a sua mão direita está em recuperação na fisioterapia.

Durante uma aula de oratória compareceu um outro paciente que também teve um AVC hemorrágico e estava com dificuldades na fala e no lado direito do corpo, mas estava andando, apesar desta dificuldade motora, indaguei de que forma ele havia se deslocado para o curso na filial de São Paulo, comentou que com o seu próprio carro adaptado para as suas dificuldades, as marchas estavam na direção e o carro era automático, aproveitei para pressionar o Francis chamando-o de preguiçoso, ele ficou perplexo com a força de vontade deste paciente e prometeu que iria se esforçar e voltar a realizar as traduções, na semana passada abril de 2015, o seu filho, o Pedro, que acompanha sempre o pai nas terapias, comentou que ele voltou a fazer as traduções juramentadas de Norueguês sem ajuda de terceiros, neste momento lembrei daqueles diagnósticos sombrios, que os neurocirurgiões adoram substituir DEUS, pintando um quadro negativo, não vai andar, não irá falar, terá uma vida vegetativa, que bom que sempre provei que o cérebro com um estímulo constante consegue substituir as áreas lesionadas.

A IMPORTÂNCIA  DA PACIÊNCIA DOS FAMILIARES NA EVOLUÇÃO DOS PACIENTES

Um dado muito importante é a atuação do Pedro com o pai, as vezes encontro familiares que não tem muita paciência em acompanhar a evolução do familiar acometido por doenças neurológicas, como o AVC, ANEURISMA, ISQUEMIA, TRAUMATISMO CRANIANO, ETC.

Quando me refiro a paciência, é dar um tempo para os terapeutas atuarem sem muita pressão, é importante analisar se os métodos utilizados são compatíveis com desenvolvimento intelectual e profissional do paciente, evitar processos infantilizados que chegam a deprimir os mesmos.

É comum também os familiares palpiteiros criarem um conflito e tentarem intercederem na metodologia sem nenhum embasamento científico, o pior é que influenciam os outros familiares que estavam felizes com o resultado técnico do método implantado e acabam colocando tudo a perder, deixando o paciente triste com a mudança constante de terapeutas.